Entre 6% e 7% da população da capital paraense, estimada em 1.437.600 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deverá responder ao Censo Previdenciário iniciado em 19 de julho último pelo Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém (Ipamb). A expectativa do Instituto é ouvir de 80 mil a 100 mil servidores municipais ativos, aposentados, pensionistas e dependentes e, assim, atualizar a base de dados.
Para isso, uma equipe de 20 pessoas tem ido às secretarias municipais recolher as informações dos trabalhadores efetivos ativos. Até agora, apenas 600 servidores responderam as informações. Somente nas secretarias de Saúde (Sesma) e de Educação (Semec), 13 mil pessoas precisam atualizar seus dados. Os aposentados e pensionistas terão, obrigatoriamente, que se dirigir ao Ipamb (localizado na avenida Almirante Barroso) até o dia 30 de novembro. Só será aceita a representação de um procurador se ele tiver em mãos o atestado de vida e residência do beneficiário. Quem não regularizar a situação terá o benefício suspenso.
Além de atualizar o cadastro do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), a medida visa combater fraudes e eliminar pagamentos indevidos. Francisco Cavalcante, diretor de previdência do Ipamb e coordenador do censo, explica que, como o pagamento do benefício é feito por meio de instituições financeiras, quando o servidor falece, algumas famílias, de posse do cartão, permanecem retirando o dinheiro normalmente. Essa é uma das situações que deverão ser combatidas. "Vale ressaltar que o ganho previdenciário é para todos os servidores. Então, ao evitarmos fraudes, quem acaba ganhando é o próprio servidor", destacou Ronaldo Magalhães, consultor da Agenda Assessoria, empresa contratada para realizar o censo.
A partir do censo, o instituto poderá ter informações também sobre o cálculo atuarial e fazer uma previsão de quantas pessoas irão se aposentar nos próximos anos. O Ipamb está aproveitando a pesquisa para entregar aos servidores municipais - ativos e inativos - um questionário socioeconômico que detalha informações pessoais, como nível de escolaridade. "A prefeitura que possui essas informações passa a realizar mais ações sociais, não só para os servidores, mas para a sociedade", explica André Gondin, consultor da Agenda Assessoria.
Para regular a situação junto ao Ipamb, os servidores efetivos precisam ter em mãos vários documentos, como certidão de nascimento ou casamento atualizada, RG, CPF, PIS/Pasep e título de eleitor, entre outros.
FONTE: www.orm.com.br/amazoniajornal - 29/07/2010 (com adaptações)
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